10 de dez de 2012

Veleiro



 No leito do meu veleiro
Seus olhos se deitaram
Com a tua boca fina
No fio do meu olhar
E nos teus braços de tempestade
Me ancorei
E mais nenhum redemoinho
Foi capaz de me afundar
Na beira
Do teu mar. 


2 de dez de 2012

Agora

E no momento — como dizer? — de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho.


                                                    Caio Fernando Abreu. Carta a Vera Antoun