18 de fev. de 2011
Verão
22 de jan. de 2011
No Rules
8 de jan. de 2011
Dois dias
No segundo dia (um dia muito mais Romântico) começaram a divagar sobre como o mundo era um lugar incrível de se estar e como essa experiência que chamavam de Vida podia ser unitariamente valiosa. E como os seres humanos foram geniais ao aproveitarem um desses intervalos entre explosão e contração de matéria para inventar aquilo que chamariam de Humanidade. Sobre como as pessoas podiam se tornar experiências inacreditáveis de descoberta e relacionamentos, e de como a mente humana era capaz de se sustentar e se desenvolver a ponto de produzir o que chamariam mais tarde de Sentimento. Estavam apaixonados pela vida. E felizes por poderem fazer parte dela.
Olharam para o lado e viram a lista de e-mails não lidos e de afazeres não resolvidos de um dia corrido de trabalho. A conclusão à que chegaram, então, é que tudo ali era tão relativo e tão ridiculamente banal que poderia ser facilmente substituído - por outros afazeres, por outros e-mails, por outras rotinas. Mas não por outra paixão. Sabiam que, no fundo, aquelas poucas palavras sonhadoras que haviam trocado em meio a uma turbulenta tarde de trabalho entregavam à Vida maior sentido, aos Sentimentos maior verdade e à Alma maior nobreza, afinal.
Sim, de novo.
29 de dez. de 2010
É tarde.
Na calada da noite
Cala o tempo
Com o gemido de
Um sol poente
Se pondo onde
A vida encontra
A vida por dizer.
11 de dez. de 2010
28 de nov. de 2010
Hoje é o sempre.

Não entendo o que me leva por caminhos desconhecidos, curvas tracejadas e sinuosas, e muito menos a vontade que tenho de vê-los e cheirá-los tal qual cão faminto. Talvez se assemelhe ao trabalho de um grande perito, que analisa cada ângulo da cena de um crime até decodificá-lo, de modo que o que era mistério, ilusão, se torne ao alcance das mãos. Mas em matéria de vida é mais complicado, é lento, tem morada no porvir. Um porvir do porvir, que não vem nunca, nem virá, e que é alimentado pelo instinto de proteção, consolo, abrigo, numa réplica de nosso estado embrionário. Por vir de um azul, desorienta e encanta, tendo na dúvida uma beleza misteriosa, que quando aliada ao tempo (implacável) nos tira qualquer orgulho ou presunção e nos mostra que a arte de (sobre, com, como) viver é reinventar todos os dias. Somos nossas reinvenções e quando reinventamos mais amor, mais atitudes, mais livros, mais música e mais liberdade, o presente, o passado e o futuro são desmistificados pra, então, as cortinas da vida se abrirem pra que dê início a um grande espetáculo que, por si, não sabe por que o é, mas existe e espetacularmente vive.Viverá.
26 de nov. de 2010
Premissa
24 de nov. de 2010
A vida, uma bela arte.
Daniel Lins – filósofo contemporâneo
20 de nov. de 2010
Do cotidiano






